Como engajar alunos nativos digitais?

18 maio 2022
3 min
alunos nativos digitais em sala de aula

Sabemos que, no mundo tecnológico em que vivemos, nos deparamos constantemente com novas tecnologias e novos modos de interação e comunicação. Nossos alunos são nativos digitais e isso traz algumas questões para as escolas.

Considerando a necessidade da escola acompanhar essas mudanças e contribuir para experiências que promovam a autonomia e o protagonismo dos seus estudantes, selecionamos para o texto de hoje, dicas que vão auxiliar você, educador, nesse processo.

Vamos mostrar como as informações sobre o letramento digital podem servir de base para pensar e estruturar ações que visam o engajamento em leitura dos alunos nativos digitais. Vamos lá!

Quem são os alunos nativos digitais?

Os alunos nativos digitais caracterizam-se pelo uso constante das chamadas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, as TIDCs.

Ao nascerem, a partir dos anos de 1990, num contexto completamente imerso pelo uso da internet, desenvolveram um modo bem diferente de pensar e processar informações. Assim, fazem parte da geração Z, a primeira imersa no ambiente completamente digital.

Esse grupo diferencia-se das gerações anteriores por ter o meio digital, ou as TIDCs, como parte integrante de suas vidas.

Ou seja, suas rotinas estão completamente imersas no mundo virtual, seja para se divertir, socializar ou se inteirar do que acontece à sua volta.

Orientação no uso das tecnologias digitais

Embora os alunos nativos digitais se diferenciem de outras gerações por nascerem em um mundo super conectado. Isso não significa que tenham todas as condições, tanto materiais quanto informacionais, para explorar a internet em sua potencialidade, com a responsabilidade, a segurança e a atenção necessárias.

Pensando nesse desafio, a escola tem um papel fundamental de orientação, mediação e apoio. Torná-los conscientes dos mecanismos de propaganda, bullying e fake news, faz parte do processo de promover a responsabilidade no consumo e compartilhamento de informações e são pontos que a escola e a família devem se atentar.

O letramento digital como parte do processo formativo

Os alunos nativos digitais estão imersos nas redes sociais. Entretanto, essa experiência não é suficiente para garantir um bom desempenho na utilização das tecnologias.

O aluno nativo digital precisa desenvolver habilidades para explorar as possibilidades dos recursos com consciência do que é a internet, suas limitações, perigos e ferramentas.

Por isso que o letramento digital é indispensável no processo formativo. É  fundamental que a escola ofereça condições, desde cedo, que garantam aos estudantes o uso das linguagens intermidiáticas de forma crítica e responsável!

Ser letrado digitalmente significa dominar as ferramentas e construir conhecimento em uma sociedade onde as práticas de leitura e produção envolvem as tecnologias digitais e as linguagens midiáticas o tempo todo.

O que diz a BNCC?

A competência geral 5 da BNCC diz que o estudante deve: “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”

Para colocar a mão na massa a escola deve elaborar e fomentar oportunidades em que o estudante possa se engajar, discutir, aprender e produzir com as tecnologias digitais.

Pensando no desafio que é transformar o modelo atual de ensino e aprendizagem em um formato que gere maior interesse dos alunos nativos digitais, destacamos abaixo algumas dicas para engajá-los nas aulas e ampliar seu repertório e cultura digital.

Diálogo com as redes sociais

Incentivar diálogos com as redes sociais mais usadas por seus estudantes, acolher o que eles mais gostam de compartilhar no dia a dia e entender o que nesses formatos pode ser utilizado nas atividades das suas aulas pode ser uma ótima via de engajamento!

No planejamento da sua aula, pensando nas habilidades que serão trabalhadas, escolha as ferramentas e plataformas digitais que estão a serviço da construção dessas habilidades e aquelas que fazem sentido para seus alunos e para o contexto da escola.

Combinar as mídias sociais com o seu conteúdo programático, trazendo criticidade e ampliação de repertório cultural, é uma maneira de tornar as aulas mais atraentes e ainda contribuir na educação midiática dos estudantes.

Assim, eles serão preparados para consumir e produzir conteúdo no ambiente virtual, entendendo o impacto dessas ações na sociedade.

Elementos audiovisuais

Vídeos, músicas e outras produções artísticas como filmes e séries já são muito utilizadas para sensibilizar ou complementar o conteúdo trabalhado em sala de aula.

Mas aqui chamamos a atenção para o uso desses recursos como forma de produção de conhecimento. Já imaginou como? Não? Te explicamos: basta incentivar seus alunos a produzirem seus próprios conteúdos!

Destacando como exemplo os materiais mais consumidos por eles, você, professor, pode trabalhar seu componente curricular a partir de comparações, do confronto de informações e trazendo a fantasia em contraposição com a realidade, como recurso didático.

Dessa forma, é possível transformar o processo de aprendizagem tradicional através da produção de conteúdo como documentários, vídeos informativos, paródias e podcasts.

Você também pode incentivar o uso de aplicações como edição de fotografias, criação de animação, produção de memes, GIFs e outras ferramentas. Muito bacana, não é mesmo?

O uso das tecnologias educacionais

A tecnologia educacional é uma super aliada dos professores e nós podemos provar! Plataformas educacionais como o Youtube Edu, Canva for Education, Edx são alguns exemplos de como elas podem ser utilizadas para facilitar o processo de ensino e aprendizagem.

Além disso, trabalhá-las combinadas a outras metodologias ou exploradas em atividades, pode potencializar o alcance do seu objetivo pedagógico, tanto em sala de aula presencial como no ensino híbrido ou totalmente remoto.

Leitura digital

E que tal unir leitura e tecnologia para engajar seus alunos nativos digitais? Uma das possibilidades é o uso, dentro de um universo interativo, do livro digital.

Essa tecnologia educacional é uma ótima oportunidade de engajamento pois, além de proporcionar um espaço dinâmico e mais atraente, permite ainda a construção de uma trajetória de aprendizagem mais significativa.

Professor, você pode também direcionar as indicações de livros para a turma partindo do interesse dos estudantes e oferecendo alternativas de gêneros literários diversos.

No ambiente virtual será possível monitorar o desenvolvimento da habilidade leitora e identificar novas formas de verificar lacunas na formação do aluno.

Metodologias ativas

As metodologias ativas são caracterizadas por representarem uma disrupção com relação ao padrão tradicional de ensino, focado no professor, no qual o aluno exerce um papel mais passivo.

Com o uso das metodologias ativas, é possível trazer o estudante para o centro do processo de ensino e aprendizagem valorizando seus gostos e conhecimentos enquanto nativo digital.

O aluno é incentivado a ter uma postura mais ativa na construção das aprendizagens e o professor passa a se colocar como um orientador. Ou seja, as estratégias devem visar o desenvolvimento de habilidades nos discentes, como a capacidade de investigação e reflexão, provocando um movimento de colocá-los como protagonistas das atividades.

São várias as estratégias para a execução das metodologias ativas tais como a aprendizagem baseada em projetos, a gamificação, estudo de casos, a sala de aula invertida, entre outras.

Ainda é possível combinar diversas metodologias, recursos e atividades que motivam os alunos nativos digitais a uma maior participação e engajamento em sala de aula.

Os alunos nativos digitais na Árvore

Aqui na Árvore, a nossa plataforma de leitura digital é uma tecnologia educacional com acervo diversificado e diferentes recursos combinados. Ela permite ao educador sugerir títulos, autores e gêneros literários variados, ampliando as oportunidades de cativar o estudante através de seus interesses.

Além disso, viabiliza um acompanhamento imediato e constante do progresso do estudante em razão dos dados produzidos pelo relatório de leitura. Dessa forma, ela pode facilitar e aprofundar o diálogo entre a escola e os responsáveis.

Professor, o que achou das possibilidades de engajamento que apresentamos? Esperamos que com as nossas dicas, você consiga construir maior conexão e interação com seus alunos nativos digitais e assim, suas aulas se tornem muito mais significativas e dinâmicas!

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