Contação de história: como usar a Árvore para engajar alunos

11 maio 2022
3 min

Um dos grandes desafios na educação, relatado de forma recorrente por familiares e educadores das diferentes regiões do Brasil, é formar o aluno para que ele se torne um apreciador da leitura.

Para apoiar a escola nesse processo, hoje vamos falar sobre uma ferramenta que tem o poder de engajar alunos de diferentes idades: a contação de histórias.

E mais, como a Árvore pode ser uma aliada nessa atividade. Tanto em aulas presenciais, quanto em aulas remotas.

Era uma vez… a contação de histórias!

A contação de histórias é uma prática que se relata há muito tempo, de povos que não conheciam a escrita. Eles usavam a oralidade para transmitir experiências e ensinamentos à população.

O primeiro contato com essa atividade geralmente acontece na primeira infância, mas é algo que cativa pessoas de diferentes faixas etárias. Afinal, quem não gosta de ouvir um caso, uma fofoca, uma história de assombração, uma lenda urbana?

A contação de histórias tem seu valor no processo de formação leitora pois estabelece uma relação de afeto e cumplicidade entre o mediador e os ouvintes, segundo um dos relatórios da pesquisa “O Brasil que lê” sobre metodologias de mediação de leitura.

A contação de histórias na Educação Infantil

Quando se fala em contação de histórias, muitos vão pensar em uma sala de aula cheia de crianças pequenas, em torno de um adulto adereçado com um livro na mão. Às vezes, até mesmo um instrumento musical também faz sua participação.

De fato, essa atividade para os alunos mais novos é algo já bem estabelecido em escolas e creches, dada a empolgação dos pequenos e o envolvimento que eles apresentam.

Há também quem lembre das próprias vivências de infância, com familiares e cuidadores contando histórias para dormir. Quem não viveu essa experiência, com certeza tem a referência de filmes, séries e desenhos animados. É um clássico!

A BNCC e a contação de histórias

A própria BNCC traz a importância da contação de histórias na Educação Infantil. Como podemos ler abaixo em um trecho retirado do documento, na área dos campos de experiência:

Escuta, fala, pensamento e imaginação – [...] Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social.”

A importância dessa atividade é indiscutível, tanto na formação e desenvolvimento do estudante, quanto na criação de vínculos, quando se trata do ambiente familiar.

Como a Árvore pode apoiar a contação de histórias na sua escola?

“A Árvore ajuda os professores na organização de um trabalho de ensino-aprendizagem significativo com as contações de história, tanto pelo acervo amplo quanto pelo suporte pedagógico que oferece.” Quem diz isso é Natalie Nassif, consultora pedagógica na Árvore e especialista em contação de histórias.

Para uma boa contação de histórias, é preciso, primeiramente, de uma boa história. É ela que vai manter os olhos e ouvidos dos estudantes atentos, instigar a curiosidade e cativar a atenção dos presentes.

Por isso, na Árvore, com um acervo diversificado e de qualidade, divididos por segmento escolar, o professor não vai ter dificuldade em escolher uma narrativa encantadora para compartilhar.

E se as opções forem muitas? Como escolher?

Para isso existem nossos materiais pedagógicos, que podem funcionar como guia, tanto na escolha do livro, quanto no trabalho de pós leitura.

Projetos, Trilhas de Leitura ou as Estações de Saberes, alinhadas à bncc, orientam o contato com as obras e dá ao leitor a possibilidade de reflexão, discussão e até mesmo de desenvolver atividades que levam a leitura para além do texto, lido ou ouvido.  

Além disso, nosso time de bibliotecárias realiza constantemente uma curadoria do nosso conteúdo editorial para apresentar ao educador as melhores opções de obras disponíveis.

Seja via coleções temáticas ou prateleiras de destaques, o professor tem ainda a possibilidade de filtrar por ano escolar, editoras, formato da letra, entre outras opções para uma decisão apropriada à sua necessidade.

Contação de histórias com livros digitais

Pode parecer complicado, para quem está acostumado aos livros físicos na contação de histórias. No entanto, não só é possível como ainda permite algumas outras formas de interação com a obra.

Durante as aulas remotas, esse foi um recurso muito utilizado pelos educadores para dar continuidade no trabalho com a leitura, na sala de aula online.  

“É possível fazer uma leitura compartilhada, projetar na tela as páginas de um livro e todos contarem essa história juntos. As crianças se colocam no lugar dos personagens e essa atividade pode auxiliar em diversas reflexões de maneira coletiva.” conta Natalie.

Nas aulas online, compartilhar a tela e deixar que os alunos experimentem a imersão na imagem e no texto do livro é uma possibilidade muito rica de aproximar o aluno da leitura.

Eles também podem ser incentivados a ler em voz alta, individualmente, com o microfone desligado, acompanhando o professor, ou para toda a turma.

Contação de histórias para os mais jovens

Engana-se quem pensa que a contação de histórias só é atraente aos pequenos. Crianças e jovens de todas as idades, além de adultos, são profundamente cativados pelas histórias contadas mundo afora.

Esse é o motivo do sucesso de tantos programas de talk-show, realities e até mesmo perfis famosos nas redes sociais. Na prática, todos estão ali contando e ouvindo histórias.

Contação de histórias na prática

No caso da escola, a dica chave é criar o interesse do jovem pela leitura através da curiosidade.

Um exemplo desse caminho está descrito abaixo:

  • Comece selecionando uma história atrativa aos estudantes, que seja próxima ao universo de interesse da turma;
  • Descreva detalhadamente os personagens, quanto mais eles se identificarem com as características descritas, melhor;
  • Vá desenvolvendo a narrativa incluindo pausas para perguntar o que eles acham que vai acontecer após aquele fato descrito;
  • Instigue a participação e a competição de quem vai acertar o que vai acontecer na sequência.
  • Por fim, deixe a contação em aberto, ou seja, não finalize a história. Assim, eles irão se movimentar para descobrir individualmente, acessando o livro.  

Quanto mais curiosos, quanto mais identificação com suas realidades, mais engajamento eles terão. Dessa forma, os alunos criam interesse pela obra e podem tomar gosto pela leitura.  

O uso de outros recursos combinados

Na Árvore, educadores e estudantes têm acesso ao acervo disponível, podem indicar livros e realizar atividades sobre eles. Para a contação de histórias, o uso de outros recursos pode dar ainda mais aprofundamento na ação.

Uma dica de ouro é, em sala de aula, projetar o livro para toda a turma. E, junto da contação, incluir outros itens para enriquecer a experiência.

Criar trilha sonora, trazer objetivos que remetam ao conteúdo do livro, cantar, dançar, representar os personagens… Quem vai ditar os caminhos será o próprio livro, através das narrativas e de seu desenrolar. Além disso, as crianças podem também trazer elementos para a contação.

A preparação é fundamental

Contar histórias é uma arte. E pode não ser muito simples numa primeira vez, mas pode se tornar uma delícia à medida em que você, educador, vai vivenciando a prática.

Para uma boa contação de histórias, é essencial conhecer o livro anteriormente. Não somente a sinopse, mas de fato ter lido a história. Quanto mais íntimo dela, mais você se apropria a ponto de contá-la como se fosse sua.

Leia o livro algumas vezes antes de contar. E nisso, a Árvore também vai te ajudar. Pois, através do aplicativo, ele está disponível para ser lido em qualquer lugar, a qualquer hora.

Coloque os estudantes no protagonismo das histórias

Geralmente, a contação de histórias é feita pelo educador, mediador da leitura. Mas os alunos também podem fazer parte da atividade.

Muitos já são exímios contadores de histórias em seus grupos de amigos e podem usar essa habilidade para expor a narrativa dos livros à turma.

Deixe que eles escolham os livros, que sintam as conexões com a obra que desejam contar. Incentive a utilização da ferramenta de busca e as coleções temáticas para encontrar seus livros de interesse.

Além de promover o contato com o vasto universo literário, eles poderão exercitar a prática da oralidade através da proposta.


Educador, gostou das nossas dicas sobre a contação de histórias para seus alunos? Nós, da Árvore, esperamos que as sugestões tenham te ajudado a pensar em mais ações que levem os estudantes para a prática da leitura. E que a visão de como a Árvore Livros pode facilitar seu trabalho nesse sentido tenha ficado ainda mais clara. Até a próxima!

Time de especialistas pedagógicos da Árvore

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