Obs...
Educação
4 min
Todo ano letivo é uma nova oportunidade de rever os métodos de aprendizagem da sua escola e impulsionar o desenvolvimento dos estudantes.
Para que os alunos se engajem ao longo do processo de aprendizagem e a escola seja muito mais do que uma obrigação, é fundamental que professores e gestores escolares estejam atentos à tudo que acontece no mercado educacional e acompanhem de perto as novidades que podem mudar a relação dos alunos com os estudos.
Evoluir e estar aberto ao novo é reconhecer que prepará-los para um mundo cada vez mais complexo e competitivo deve ser tratado como um eixo central na educação.
Entendendo o nosso papel como parceira das escolas, reunimos neste artigo as principais tendências educacionais para 2026 e como elas podem ser grandes aliadas do desenvolvimento do hábito leitor e da escrita.
Aprendizagem personalizada orientada pelo uso de dados e IA
Desde o ano passado é possível perceber o aumento do uso da IA no contexto escolar e como ela se insere na rotina dos professores e alunos. Esse tipo de tecnologia é uma oportunidade de trazer a educação um pouco mais para o presente e aproximá-la da realidade das novas gerações.
A personalização da aprendizagem é a construção de uma estratégia de ensino alinhada às necessidades individuais de cada estudante a partir do uso de ferramentas como a Árvore, por exemplo. O cruzamento dos dados gerados na plataforma e o uso pedagógico da IA apoiam o professor na construção desse planejamento e trazem insights valiosos.
Na Árvore, podemos usar como exemplo do uso da IA para uma experiência personalizada do estudante a indicação de leituras de acordo com o gosto de cada um, estimulando ainda mais o hábito leitor.
A IA também está presente em outra de nossas soluções, apoiando no desenvolvimento da escrita com feedbacks e correções em tempo real no texto produzido pelos estudantes.
Ensino híbrido como ferramenta de engajamento
A combinação de momentos presenciais e atividades digitais seguem em um forte momento de expansão. Na educação, o uso de plataformas digitais para complementar os momentos em sala de aula ganham cada vez mais força ao engajar os alunos, ampliar a autonomia e diversificar os modelos de aprendizagem. Isso tudo potencializa o papel do professor como mediador e coloca o aluno como protagonista do processo.
Quando falamos de leitura, o ensino híbrido permite que o contato com os livros ultrapasse o tempo da aula e se estenda para outros espaços e momentos da rotina dos alunos. A integração entre livros físicos e recursos digitais amplia o repertório leitor, favorece diferentes estilos de aprendizagem e contribui para a construção de um hábito mais contínuo e significativo.
Nesse contexto, experiências híbridas de leitura tornam-se grandes aliadas das escolas. Ao unir o melhor do papel com as possibilidades do digital, é possível fortalecer o vínculo dos alunos com a leitura, acompanhar o desenvolvimento da fluência leitora e oferecer caminhos personalizados para que cada estudante avance no seu próprio ritmo, impulsionando o prazer e o envolvimento com os textos.
Formação continuada de professores como base para a inovação
Para que todas essas tendências se consolidem na prática, é fundamental olhar para quem está no centro do processo educativo: os professores. A formação continuada docente aparece como um dos pilares mais relevantes para 2026, especialmente em um cenário de constantes transformações pedagógicas e tecnológicas.
Mais do que apresentar novas ferramentas, a formação precisa apoiar o educador na reflexão sobre sua prática, no uso pedagógico de dados, na mediação da leitura e da escrita e na adaptação das estratégias de ensino às necessidades reais dos alunos. Investir no desenvolvimento profissional dos professores é investir diretamente na qualidade da aprendizagem.
Com esse olhar, iniciativas de formação estruturada, como cursos e trilhas de desenvolvimento para educadores, tornam-se fundamentais para que as tendências de leitura e escrita se traduzam em experiências pedagógicas consistentes, intencionais e alinhadas ao projeto educativo de cada escola.
Nesse movimento, a Árvore também atua como parceira das escolas no desenvolvimento contínuo dos educadores. Por meio de formações, cursos e materiais de apoio, nossa proposta é apoiar os professores na aplicação pedagógica da leitura e da escrita, no uso intencional das tecnologias educacionais e na construção de práticas alinhadas às necessidades dos alunos. Dessa forma, a formação continuada deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina escolar, fortalecendo o trabalho docente e ampliando o impacto das experiências de aprendizagem.
Conclusão
Observar as tendências de leitura e escrita na educação é compreender que o aprendizado acontece de forma cada vez mais integrada, personalizada e conectada à realidade dos estudantes. A combinação entre tecnologia, práticas híbridas e formação docente aponta para um caminho em que a leitura e a escrita ganham novos sentidos, sem perder sua essência.
Ao acompanhar essas transformações e investir em experiências que valorizam o desenvolvimento do hábito leitor, a autoria e o papel do professor como mediador, as escolas fortalecem seu compromisso com uma educação mais significativa, capaz de preparar os alunos para os desafios do presente e do futuro.




