Meu mês maluquinho: confira relato de professora que participou da nossa Maratona de Leitura

16 mar 2017
2 min
cartaz da maratona da árvore

Como todos sabem a Maratona de Leitura está a todo vapor. Temos recebido muitas fotos, comentários e mensagens dos alunos, pais e professores sobre a experiência que eles estão tendo durante esse mês de muita leitura e diversão.

Diante de tanta empolgação e de resultados que já vem surpreendendo muito as escolas, trouxemos hoje no nosso blog a professora Meire Tisott do 5º ano do Colégio Madre Imilda que fica em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Ela veio contar um pouquinho para nós como tem sido a experiência de viver um mês muito maluquinho com a Árvore.

Qual foi o seu interesse em participar da Maratona com sua turma?

A maratona diferente de outras propostas de leitura oferece uma leitura digital, que tem tudo a ver com essa geração de hoje, de nativos digitais, de crianças que precisam estar acessando diferentes tecnologias para construírem sua aprendizagem. Isso envolveu bastante os alunos e por isso achei o projeto muito legal, porque ele faz o link da leitura com a tecnologia.

Como tem sido a recepção dos alunos no dia a dia?

Eles estão muito envolvidos. Eu abri um período durante todas as minhas aulas para que eles possam acessar a plataforma para ler. Mas eu já tive um retorno dos pais dizendo que eles querem entrar a todo momento de casa, que querem ficar lendo até tarde e os pais precisam interromper. Tenho recebido muitos comentários das famílias que nunca viram eles lendo tanto, a resposta tem sido bastante positiva.

Por que a Maratona tem tido tanto sucesso com os alunos? Por que estão lendo como nunca antes?

O formato de Maratona atrai muito a atenção deles, eu até expliquei que o objetivo não era vencer, mas sim ler de verdade. Nós envolvemos também os pais, fizemos uma carta para eles explicando o projeto e os nossos objetivos, porque sabemos que precisamos do apoio deles em casa também para a leitura funcionar.

A quantidade de livros e a variedade de gêneros também deixaram eles muito motivados. E as atividades propostas por vocês a cada semana têm deixado eles ainda mais engajados com o projeto. Eu estou usando cada uma das propostas, por exemplo, essa semana, eles apresentaram os contos inventados em sala.Então, em resumo, a atividade que é "maluquinha", a plataforma que é digital, a variedade de livros, o apoio dos pais e da coordenação colaborou para que o projeto desse certo.

E os pais? Como tem sido a recepção?

Tem sido muito positiva. Tem um ponto bem interessante com relação a isso. Nós fizemos uma atividade na nossa sala de leitura que é um espaço onde os pais conseguem ver o que está acontecendo. Os pais passaram e quiseram saber mais sobre aquele momento. Afinal de contas eles estavam usando a sala de leitura e seus dispositivos móveis, o que não é comum. Para os pais ficou um ponto de interrogação: "Como é isso? Não tem mais livro?" Então eu fiquei explicando que não é assim, que vamos conviver com o físico e com o digital e mostrei para eles como é importante para a geração dos alunos de hoje navegar por vários formatos diferentes.

Como tem sido a utilização de uma nova tecnologia dentro da sua aula? Quais foram os seus desafios?

O primeiro foi eu me apropriar da plataforma. Me preparei previamente e fiz inicialmente uma apresentação em sala para eles, entrando em cada ambiente da Árvore usando um datashow. Depois fiz uma carta para os pais de apresentação e solicitei que eles acessassem no final de semana a primeira vez. Na segunda-feira resolvi algumas demandas que apareceram e iniciamos 100%. É uma plataforma bem simples e fácil de usar que podemos trabalhar com tranquilidade.

Após essa experiência que eles têm tido, que tipo de impacto você acredita que teremos na vida desses alunos daqui para frente?

O grande impacto é o acesso a um novo mundo. Possibilitar que a criança entre em um mundo mais complexo, que dá maior abertura para o pensamento. Uma vez que eles tiveram essa experiência e puderam ver o quanto é legal, isso desperta diretamente a imaginação de cada um. Eles acabam escrevendo melhor e descobrem como é a vida do leitor com o livro. É irreversível. Sem dúvida nenhuma eles irão passar a ler mais daqui pra frente.

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