Comunicação família-escola: um recurso com impacto positivo no desempenho dos alunos

Taís e Roberta Bento, da SOS Educação, produziram um artigo exclusivo para o blog da Árvore sobre a comunicação entre famílias e escolas. Confira!

Para ajudar a entender a importância da comunicação com as famílias da comunidade escolar, começamos com uma charada: o que é, o que é, um fator que tem maior impacto no desempenho do aluno do que a própria qualidade do ensino oferecido pela escola?

Um tempinho para você pensar nas opções de resposta. 

Preparado para a surpresa? Então vamos lá. Uma pesquisa realizada em parceria por três universidades: Universidade Estadual da Carolina do Norte, Brigham Young University e Universidade da Califórnia, Irvine, revelou que “o envolvimento da família é um fator com maior impacto no desempenho acadêmico de um aluno do que a própria qualidade do ensino que a escola oferece.”

Conseguindo o envolvimento das famílias

A grande questão é como conseguir que esse tão sonhado envolvimento da família com a escola. Já adiantando que, mesmo antes da pandemia, envolvimento não tinha relação direta com presença física, embora essa seja também uma maneira de se mostrar parceiro. 

O recurso mais poderoso de que a escola pode lançar mão para ter a comunidade familiar envolvida com o processo de ensino-aprendizagem é a Comunicação. 

Por mais intenso que seja o dia a dia na escola, com tantos afazeres, processos, demandas ininterruptas e acontecimentos inesperados a todo momento, colocar a comunicação com as famílias como prioridade faz toda a diferença no resultado que os alunos terão ao longo da vida acadêmica. 

Dicas práticas para a comunicação família-escola

Algumas sugestões para uma boa comunicação da escola com as famílias são:

  • Oferecer, de acordo com o calendário escolar, dicas práticas sobre o papel que a família tem no processo de aprendizagem dos filhos e na relação que eles desenvolvem com os estudos: é comum que os pais achem que só podem ajudar se tiverem conhecimento sobre o conteúdo que os filhos estão aprendendo na escola. Isso gera um distanciamento daqueles que temem não ter a resposta correta ou o domínio das matérias escolares. Enviar dicas periódicas com foco naquilo que todos os pais podem fazer, alivia a pressão e aproxima os pais de seus filhos, com o suporte que realmente faz diferença e somente a família pode dar. A organização de uma rotina saudável, com noites completas de sono, momento da lição e dos estudos estabelecidos ao longo da semana e com suporte para que seja cumprido, brincadeiras em família e equilíbrio no tempo de tela são pontos que ajudam a melhorar o desempenho escolar e garantir melhora na saúde física e emocional das crianças e adolescentes. Aspectos que estão ao alcance das famílias, mas sobre os quais falta conscientização.
  • Manter contato por diversos meios, sempre levando em conta o perfil da sua comunidade escolar. Só a agenda eletrônica não gera envolvimento das famílias. Quanto mais meios forem utilizados, maiores as chances dos comunicados chegarem a um número cada vez maior de pais. Ainda que o comunicado impresso, pareça ultrapassado, ele pode ser também uma forma de interação com algumas famílias. Vale imprimir algumas poucas cópias para aqueles pais que relatarem não ter familiaridade ou acesso fácil aos meios digitais.
  • Não limitar a comunicação a ocorrências negativas ou avisos formais sobre cumprimento de datas, horários e regras da escola. Comunicar também acontecimentos leves, momentos e experiências positivas vivenciados pelos alunos na escola. Saber que o filho está sendo acompanhado não somente em relação a notas gera uma conexão com as famílias e o desejo de reciprocidade com a escola aumenta. Dedicar algum tempo para relatar às famílias aspectos positivos na interação das crianças ou adolescentes com colegas e professores faz todo sentido e ajuda a prevenir conflitos e ausência das famílias.

Ainda com o foco no envolvimento dos pais, sempre lembrar que comunicação é o que o interlocutor entende e não aquilo que você desejava dizer. Na prática, isso significa cuidar para manter sempre o uso de um vocabulário acessível, sem abuso de termos técnicos do campo pedagógico, que só fazem sentido para educadores.

O mesmo vale para a construção das frases e tamanho dos parágrafos. Quanto mais simples a construção, maior possibilidade de que a mensagem seja compreendida e gere sensação de pertencimento por parte dos pais e familiares dos alunos. 


O tempo investido na comunicação com as famílias traz retornos duradouros para a escola: comunidade escolar envolvida e sentindo que é parte fundamental no sucesso dos filhos!

Roberta e Taís Bento são criadoras da página SOS Educação e especialistas na relação escola e famílias.

Esse conteúdo foi produzido por

Roberta e Taís Bento

Roberta e Taís Bento são criadoras da página SOS Educação e especialistas na relação escola e famílias.

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