Como promover a saúde mental na escola: confira 6 dicas!

18 de agosto de 2021
5 minutos

Em um contexto pandêmico, as questões de saúde mental na escola nunca foram tão urgentes. Afinal, toda a comunidade escolar se viu obrigada a  se adaptar ao distanciamento social e às novas demandas do modelo remoto e híbrido.

A falta de contato físico entre os colegas, o grande volume de trabalho e o medo fizeram com que a reflexão sobre saúde mental na escola ganhasse protagonismo. Pensando na importância do assunto, destacamos algumas dicas para a promoção da saúde mental na sua escola de modo inclusivo e horizontal.

O que significa quando falamos de saúde mental na escola?

Afinal, o que é saúde mental? Para a OMS, saúde mental é o bem-estar físico, psíquico e social, e a educação é uma chave muito importante para a sua promoção.

Dessa maneira, o gestor escolar precisa estar atento a alguns fatores para que a escola seja instrumento de saúde mental. Assim, a escola tem de compreender que a educação não é composta apenas por competências cognitivas e de conteúdos. Ela também abrange competências socioemocionais, como empatia, responsabilidade, respeito ao próximo e compreensão das diferenças.

Considerando a relevância dessas competências destacamos seis dicas para promover saúde mental na escola:

1 – Incentive a autoestima

Valorizar as características singulares dos seus alunos e alunas faz parte da promoção da autoestima, que é essencial para que se vejam capazes de aprender e interagir no universo escolar, mas também fora dele.

Mais especificamente, quando se trata de estudantes pertencentes a etnias não brancas, a construção de uma autoestima positiva por meio da Lei 10.639. Essa lei estabelece o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, o que pode ser um caminho muito rico e eficiente.

2 – Seja empática(o)

As questões de saúde mental são sérias e sensíveis. Portanto, precisam ser tratadas como tal. Não diminua o desconforto do seu aluno e aluna,  muito menos do seu docente. Atente-se, a empatia deve ser basilar  no enfrentamento e em toda tomada de decisão.

3 – Acolha os professores

Os professores também precisam se sentir seguros para conversar. A criação de um espaço aberto de diálogo entre os professores e a coordenação é essencial.

Afinal, uma escola que conhece e entende as dificuldades dos seus docentes consegue promover muito mais efetivamente ações interdisciplinares e coletivas de enfrentamento às adversidades.

4 – Atue preventivamente

Não falar do problema não o fará desaparecer! É necessário, então, dialogar, confeccionar atividades, palestras e oficinas que tratem das temáticas de saúde mental. Além disso, o acesso à informação é essencial para os estudantes!

É necessário, portanto, alinhar ações e atividades que façam com que os discentes sejam incentivados a colocar em palavras suas emoções e  angústias a partir de rodas de conversa, trocas e outros canais de comunicação.

Ah, e a atuação dos responsáveis também é fundamental. Inclua-os nas conversas e palestras que englobam a temática. E os incentivem a tratar a saúde mental com a seriedade necessária.

5 – Treine sua equipe

Promova cursos e palestras com especialistas para que os professores e coordenadores compreendam a complexidade dos problemas de saúde mental e estejam atentos para diagnosticar. Os docentes precisam ser orientados!

Afinal, a ação do professor é fundamental para a identificação precoce. Mas, para isso, precisam compreender bem os principais sinais e atitudes relacionadas ao adoecimento mental.  

6 – Valorize a leitura

As habilidades socioemocionais podem e devem ser trabalhadas dentro dos conteúdos disciplinares de modo interdisciplinar. E todas as disciplinas têm responsabilidade nessa construção.

Portanto, a leitura é uma das formas para se desenvolver essas habilidades, principalmente por ser uma prática com alto potencial de desenvolvimento, identificação e conhecimento de mundo.

Por fim, como vimos, saúde  mental também é sobre respeito à diversidade e diálogo. Por isso, não deixe de ampliar e aprofundar os canais de comunicação, e principalmente, de respeitar as limitações e emoções da comunidade escolar.

E lembre-se: a escola precisa ser um ambiente seguro também para os docentes. Bons diálogos!

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