Burnout em professores: veja como a gestão escolar pode ajudar

Em 2022, a Organização Mundial de Saúde passará a classificar a Síndrome de Burnout como uma doença de trabalho. Na educação e em sala de aula, essa síndrome também está presente, atingindo muitos professores e profissionais da área.

Mas você sabe o que significa a Síndrome de Burnout? E como ela pode atingir os educadores? Vamos explicar melhor para você neste post!

O que é a Síndrome de Burnout?

Para a OMS, a Síndrome de Burnout é o “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”, conforme classificação realizada em 2019. Entre os principais sintomas estão:

  • esgotamento mental
  • diminuição da performance
  • sentimentos negativos relacionados ao trabalho
  • cansaço físico

Assim, a síndrome pode surgir pelas condições adversas no trabalho, má gestão ou ainda condições anteriores que os profissionais já possuam. Por isso, é importante trazer o debate sobre saúde mental em toda organização.

Como acontece entre professores?

Na educação, a Síndrome de Burnout também está presente, afetando professores e profissionais da área. Além do próprio contexto de sala de aula, que muitas vezes coloca professores no limite, o trabalho dos educadores vai para além do momento da aula em si.

O acúmulo de funções, cobrança excessiva de performance e cobrança das famílias pode estar entre alguns dos motivos que levam professores e educadores ao contexto de esgotamento mental. 

Leia também: Saúde mental no ambiente escolar: confira o que dizem Dráuzio Varella e especialistas

A pandemia e o burnout em educadores

Durante a pandemia, esse quadro todo parece piorar. Em uma pesquisa realizada pela Nova Escola sobre a situação dos professores durante esse período, 28% avaliam sua saúde emocional como péssima ou ruim e 30% como razoável. 

Entre alguns dos motivos para tal avaliação, os professores apontam: estresse envolvido na necessidade de aprender rápido para adequar o planejamento, risco de contaminação, insegurança em relação ao futuro, falta de reconhecimento das famílias e gestores, aumento no tempo de preparo das aulas e de dedicação aos alunos, entre outros.

Para se ter uma ideia da situação que o quadro pode gerar, um levantamento realizado no Rio de Janeiro mostrou que 40 a 45% dos professores da rede estavam afastados do trabalho por causa da doença durante a pandemia.

Ações eficazes para adotar na sua escola

De acordo com Kevin Leichtman, escritor do portal Edutopia, a gestão escolar pode adotar algumas medidas que ajudam a evitar o burnout entre educadores. Entre elas estão:

- Evite o acúmulo de funções

Para muitos professores (e principalmente durante a pandemia) acumular diferentes funções pode ser o disparador do burnout. A gestão pode ajudar planejando melhor as funções de cada profissional da escola, avaliando o contexto e aliviando quando possível.

- Realize mentorias para os professores

É interessante que sua escola tenha um momento reservado para a reflexão e troca de experiências. Assim, é preciso que gestores ofereçam mentorias para sua equipe pedagógica, assim como professores mais experientes ajudem os profissionais novatos.

- Dê mais autonomia para sua equipe

É comprovado que a possibilidade de trabalhar com mais autonomia garante um ambiente de trabalho mais saudável e prazeroso. Isso não significa deixar de acompanhar e guiar os professores, mas dar a possibilidade de que eles testem e realizem ações e ideias próprias.

Fora isso, é importante ter em mente que a gestão escolar precisa ser um espaço democrático, seguro e aberto a toda equipe pedagógica. Converse com seus professores, entenda e acolha o que sentem e vivem no seu dia a dia. Isso ajudará a evitar o quadro de burnout nos educadores e manter um ambiente de trabalho muito mais saudável.

Curtiu nosso conteúdo? Continue no nosso blog e leia muito mais sobre gestão escolar!

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